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Crítica: “Cachorro Enterrado Vivo” expõe humanidade perdida
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Leonardo Fernandes impressiona o público ao virar um cão no palco - Foto: Divulgação

Ator potente: Leonardo Fernandes impressiona público como um cão – Foto: Lia Soares e Suzana Latini

Por Miguel Arcanjo Prado

Uma notícia de 2014 sobre um vigia contratado para enterrar vivo um cão e que resolveu salvar o animal inspirou a autora carioca Daniela Pereira de Carvalho a escrever a peça “Cachorro Enterrado Vivo”, dirigida por Marcelo do Vale e na qual o grande destaque é a atuação do mineiro Leonardo Fernandes.

Ator potente, ele dá vida a três personagens distintos: ao próprio cão, ao homem contratado para enterrá-lo vivo e ao dono do animal, que vive com este uma relação de ódio mútuo desde que ambos foram abandonados sem explicação por sua mulher, deixando ambos em um lugar de vazio solitário e ódio mútuo.

Com eficiente preparação corporal de Eliatrice Gischewski aliada a uma sensível direção de Vale, Fernandes dá veracidade aos três personagens interpretados, com corpo presente e vozes que ecoam distintas o texto inteligente e poético de Carvalho. Ele comove o público, sobretudo, quando interpreta o cachorro, com seu olhar que pede socorro de uma forma assustadoramente humana.

A luz de Wladimir Medeiros, com a ajuda da trilha sonora de Márcio Monteiro, ajuda a criar os climas que o texto pede, enquanto que Cícero Miranda faz um cenário simples e potente — um lugar revirado pela ausência e pela violência iminente — para que aquela história seja contada, em primeira pessoa, pelos três personagens, sob a ótica de três distintos pontos de vista.

Um dos melhores monólogos do ano, “Cachorro Enterrado Vivo” acaba sendo um tratado sobre a solidão e de como esta é capaz de despertar a crueldade bestial no homem. E, infelizmente, notícias sobre cães enterrados vivos não são exclusividade do teatro. Uma rápida busca sobre o tema nos dá a dimensão de como o bicho homem ainda precisa reencontrar sua humanidade perdida.

“Cachorro Enterrado Vivo” * * * *
Avaliação: Muito Bom

Quando: Sábado, domingo e segunda, 21h. 50 min. Até 26/9/2016
Onde: SP Escola de Teatro – Praça Rooseelt, 210, metrô República, São Paulo, tel. 11 3775-8600
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Classificação etária: 12 anos

Leonardo Fernandes faz três personagens no monólogo - Foto: Lia

Leonardo Fernandes faz três personagens no monólogo – Foto: Lia Soares e Suzana Latini

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Palhaços buscam sobreviver com arte e amor do público
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Leonides Quadra, o palhaço Tico Bonito, e Miguel Safe, o palhaço Bambulino - Fotos: Larissa Prado/Alquimia

Leonides Quadra, o palhaço Tico Bonito, e Miguel Safe, o palhaço Bambulino – Fotos: Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

A morte do ator e protagonista da novela “Velho Chico” Domingos Montagner, aos 54 anos, afogado no rio São Francisco, no último dia 15, descortinou para muita gente sua outra profissão, que exerceu por muitos anos antes de atuar na televisão e nela continuou mesmo alçado ao posto de galã: palhaço. Montagner era diretor artístico do Circo Zanni e também membro da companhia La Mínima, com o também palhaço Fernando Sampaio.

Quando se fala nesta profissão, ainda vítima de muito preconceito social, muitos têm a ideia dos palhaços famosos da TV, como Patati & Patatá, Bozo ou Atchin & Espirro, mas se esquecem dos milhares de palhaços que sobrevivem de sua arte em ruas e apresentações em escolas e festivais Brasil afora. Fora dos grandes circos, cada vez mais raros, eles gerenciam suas próprias carreiras de forma independente.

E eles são muitos, como levantou Mario Bolognesi, pesquisador e professor do Instituto de Artes da Unesp (Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”) em seu livro “Palhaços”, no qual descortina a prática profissional nos rincões do país. A obra mostra que os palhaços do Brasil atuam de forma aguerrida aliando arte e sobrevivência, como fazia o próprio Montagner antes da fama na TV.

Domingos Montagner como palhaço: projetou a profissão - Foto: Divulgação

Domingos Montagner como palhaço: projetou a profissão – Foto: Divulgação

E como faz o mineiro Miguel Safe, que há 13 anos dá vida ao palhaço Bambulino. Assim como seus colegas, ele sentiu a morte de Montagner: “Foi uma notícia triste, e a classe tem feito diversas homenagens a ele em apresentações. Particularmente, acho que a vida é a mensagem que fica para a história. E ele deixou seu exemplo e marca para a posteridade”.

Safe conta ser influenciado por nomes como Esio Magalhães, Falcão, Os Trapalhões, Tortel Poltrona, Chaplin e Philippe Gaulier — este último já disse certa vez a este repórter que “gente séria é muito perigosa”. E complementa lembrando que “palhaço bom é palhaço velho”, o que faz desta profissão amiga da passagem do tempo.

Miguel Safe, em apresentação na rua - Foto: Nathália Tôrres

Miguel Safe, em apresentação na rua – Foto: Nathália Tôrres

“Sou palhaço por amar me divertir com meu público ridículo, sendo cúmplice com o público a cada momento e reagindo verdadeiramente aos seus estímulos”, diz Safe. Para o artista, a arte do palhaço “desperta afetos em uma sociedade anestesiada” e com “visões tão superficiais, artificiais e fundamentalistas que muitos se assemelham mais a zumbis teleguiados do que a seres integrais e autoconscientes”.

É por apresentar outra leitura possível da vida, mais poética que nosso duro cotidiano, que o palhaço marca tanto. “O palhaço é um doador de si mesmo. O importante é ser sincero e humilde na lida”, fala Safe.

O palhaço Tico Bonito em número de equilíbrio - Foto: Larissa Prado

O palhaço Tico Bonito em número de equilíbrio – Foto: Larissa Prado

Palhaço preso

O paranaense Leonides Quadra, o palhaço Tico Bonito, também é outro nome emblemático na nova geração de clowns brasileiros. Ele concorda com Safe. “O bom palhaço tem de ser generoso e aceitar que o público traz coisas construtivas”, pontua.

Ele, que está na cena desde 2003, chegou a ser preso em 2015 pela PM de Cascavel, no Paraná, quando policiais não gostaram das críticas contidas à polícia na fala de uma de suas apresentações de rua no festival de teatro da cidade.

A prisão repercutiu internacionalmente, já que feriu a liberdade de expressão artística garantida na Constituição. “Estava em cena quando fui preso. E usei a prisão como cena para questionar aquilo. O meu sapato de palhaço não permitia que o camburão se fechasse. As pessoas riram daquela situação cômica que saiu daquele momento trágico. O palhaço não deixa de ser palhaço nem nos momentos críticos de sua vida”, fala.

O francês Philippe Gaulier: grande referência para os palhaços - Foto: Bob Sousa

O francês Philippe Gaulier: grande referência para os palhaços – Foto: Bob Sousa

Sobrevivência

Quadra conta que sobrevive basicamente do chapéu de suas apresentações na rua, e também de cachês que recebe de escolas e festivais. Foi exatamente por ver o grupo Rosa dos Ventos encantar o público e passar o chapéu ao fim que resolveu ser palhaço.

“Aquela forma de espetáculo, sem cobrança de ingresso, passando o chapéu no final, contando com a generosidade sincera do público, me chamou a atenção”, conta. “Sou palhaço para me encontrar com a generosidade do ser humano. Por isso gosto de trabalhar na rua, fazendo com quem não tenha acesso à arte consiga assistir e contribuir com o que puder”, conta.

Mesmo assim, diz que a sobrevivência ainda é complicada e lembra que os palhaços precisam lidar com o olhar torto de muita gente.

“Há muito preconceito com o palhaço, principalmente o palhaço de rua, porque somos uma quebra no sistema, nesse conceito de arte glamourizada. Muita gente pensa que os atores da Globo é que são os grandes artistas, se você não está na Globo você não é um grande artista. Mas a nossa intenção é fazer nosso trabalho. Pelo fato de não estarmos na grande mídia, há um preconceito de que não seríamos bons, como se ser bom fosse estar na Globo. É um pensamento equivocado”, lembra.

“E muitos entendem que passar o chapéu é pedir dinheiro, esmola. Não se trata disso, é uma contribuição pelo meu trabalho. O palhaço é um trabalhador como outro qualquer”, fala.

Quadra lembra que Montagner tinha uma importância enorme para a classe, já que ajudou a projetar e a valorizar a profissão ao estar também, nos últimos anos, na TV. “Demorou a cair a ficha de que ele morreu. O trabalho dele era fantástico, ele tinha muita qualidade e presença de cena. Poderia ser uma grande piada e ele estar vivo. Seria muito bom para todos nós”, lamenta.

Kleber Brianez é o palhaço Lerdolino - Foto: Divulgação

Kleber Brianez é o palhaço Nérdolino: ''Caminho em direção a você mesmo'' – Foto: Divulgação

Lado frágil e vulnerável

O paulistano Kleber Brianez, intérprete do palhaço Nérdolino e estudioso da linguagem desde 1998, concorda. Integrante do Grupo Esparrama, revela que teve grandes mestres como Bete Dorgam, Esio Magalhães, Cristiane Paoli-Quito e Philippe Gaulier.

“Ser palhaço exige muito trabalho, não é só colocar uma roupa engraçada, um nariz e saber contar piada. É preciso escolher o humor de maneira inteligente, falar sobre um sistema, fazer uma denúncia, tocar em pontos delicados da sociedade”, afirma.

“O palhaço aproxima, nos coloca em contato com nosso lado mais frágil, mais vulnerável, mais humano. Estudar essa linguagem é seguir um caminho em direção a você mesmo”, conclui.

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SP Escola de Teatro tem 80 vagas para cursos gratuitos
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Fachada da SP Escola de Teatro, na praça Roosevelt, em SP - Foto: Murilo Bomfim/Divulgação

Fachada da SP Escola de Teatro, na praça Roosevelt, em SP – Foto: Murilo Bomfim/Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

Uma das mais importantes escolas de formação de profissionais das artes cênicas de São Paulo, a SP Escola de Teatro está com inscrições abertas para o processo seletivo para turmas que começarão no primeiro semestre de 2017. São 80 vagas em oito cursos regulares.

Para tentar uma delas é preciso ter ensino médio e ser maior de 18 anos. Estrangeiros também podem se candidatar, desde que estejam regularizados no Brasil.

As aulas, dependendo do curso, acontecem pelas manhãs de terça a sexta e todo o dia aos sábados, ou pela tarde de terça a sexta e também todo o dia no sábado. O curso dura dois anos, divididos em quatro semestres.

As inscrições são aceitas pela internet até as 17h de 3 de outubro de 2016. Leia o edital.

Seleção

Segundo a SP Escola de Teatro, a seleção é composta de duas etapas. No primeiro momento, o candidato passa por uma entrevista em que serão avaliados a disponibilidade e o interesse do candidato para as proposições artísticas e pedagógicas da Escola, além de fazer uma redação. As entrevistas têm datas previstas entre 18 e 22 de outubro de 2016, e a redação deve ocorrer no dia 23 de outubro.

Esta etapa tem caráter eliminatório e classificatório (serão aprovados os candidatos que obtiverem média igual ou superior a 5, de acordo com o número de vagas do Curso Regular pretendido).

Os aprovados passam, então, para o segundo momento, previsto para ocorrer entre os dias 24 de novembro e 3 de dezembro de 2016. Esta etapa tem uma série de provas práticas específicas para o Curso Regular pretendido pelo candidato.

Resultado e matrícula

O resultado final será divulgado nos sites da SP Escola de Teatro e do Instituto Mais no dia 15 de dezembro de 2016, além das redes sociais da Escola e nos murais das duas sedes da Instituição. Não haverá divulgação por telefone, e-mail ou fax. Não serão aceitos pedidos de revisão ou recursos sobre as avaliações e resultado final.

As matrículas devem ser feitas nos dias 15 e 19 de dezembro de 2016 exclusivamente via internet. A segunda chamada, se houver, será divulgada no dia 23 de janeiro de 2017. As aulas têm início em fevereiro.

Veja o número de vagas de acordo com o curso e o turno:

Atuação
Matutino – 3
Vespertino – 3

Cenografia e Figurino
Matutino – 7
Vespertino – 2

Direção
Matutino – 6
Vespertino – 8

Dramaturgia
Matutino – 0
Vespertino – 5

Humor
Matutino – 4
Vespertino – 11

Iluminação
Matutino – 1
Vespertino – 13

Sonoplastia
Matutino – 2
Vespertino – 6

Técnicas de Palco
Matutino – 3
Vespertino – 6

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Antropofágica, Luana Godin lança disco “sOLA” com show em Curitiba
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Luana Godin lança primeiro disco "sOLa" - Foto: Daniela Carvalho/Divulgação

Luana Godin lança primeiro disco ''sOLa'' – Foto: Daniela Carvalho/Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

Luana Godin gosta de arte e está cada vez mais envolvida pela música. É cantora, compositora, musicista e atriz. Nesta terça (27), estreia o show “sOLa”, de seu primeiro disco homônimo, no Teatro Paiol, em Curitiba. A apresentação integra o projeto “Terça Brasileira”. O disco é distribuído pelo selo Trattore e produzido por Luigi Castel e Alonso Figueroa.

Luana canta desde os seis anos de idade, mas foi na adolescência que resolveu encarar a música de forma profissional. Fã da mistura, não tem medo de fundir ritmos afro a batidas eletrônicas ou misturar rock pesado ao baião numa mesma música, como acontece em “Novos Humanos”, criando um som brasileiro e pop ao mesmo tempo.

Das nove canções do disco, compôs oito. “Eu me vejo como fruto do conceito da antropofagia cultural, que apesar de não ser novo, ainda é vivo: deglutir, misturar e tornar nosso, brasileiro, que é o encontro de todas as culturas”, fala.

Licenciada em teatro pela Faculdade de Artes do Paraná, Luana nasceu em Maringá, mas vive em Curitiba. Ela integrou ainda o grupo Samba de Saia por nove anos, além de ter atuado em peças curitibanas, antes de apostar em si mesma em tempo integral. “Agora acordo todas as manhãs sem medo de errar”, como canta na swingada “Negrito”.

Participações

O disco “sOLa”, gravado no Áudio Stamp de Virgílio Milleo, em Curitiba, tem participações especiais de músicos convidados pela artista, como o baixista Mauricio Escher, o guitarrista Anderson de Lima, o baterista Thales Lemos, e a percussionista Paula Back.

O álbum ainda tem a trombonista Fernanda Cordeiro, o tecladista Alonso Figueroa, o percussionista Filipe Castro, o trombonista Raule Alves e o trompetista Henrique Dvulhatik. “O álbum ficou com uma mixagem moderna e com cara de ao vivo”, diz Luana.

Luana Godin em “sOLa”
Quando: Dia 27/9/2016, terça, às 20h
Onde: Teatro Paiol (Praça Guido Viaro, s/nº, Curitiba, Paraná).
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$15 (meia-entrada)
Classificação etária: Livre

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Noiva, Danielle Winits é Marilyn em SP na última direção de Marília Pêra
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Apaixonada, Danielle Winits vive mito Marilyn Monroe - Foto: Divulgação

Apaixonada, Danielle Winits vive mito Marilyn Monroe – Foto: Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

Danielle Winits vive um momento especial. A atriz, que há pouco assumiu noivado com o também ator André Gonçalves, se prepara para o desafio de estrear para o exigente público paulistano a última peça dirigida por Marília Pêra e protagonizada por ela.

Com um título que tem tudo a ver com sua fase amorosa atual, ''Depois do Amor – Um Encontro com Marilyn Monroe'' estreia no dia 30 de setembro, no Teatro Itália, com um novo lado do mito de Hollywood. A obra ainda tem a atriz Maria Eduarda de Carvalho, como Margot Taylor, amiga de Marilyn.

Em meio à correria dos ensaios finais, Danielle conversou com o Blog do Arcanjo do UOL sobre a obra e também sobre o novo amor, a quem elogia de cara. ''André é um grande ator e uma pessoa incrível'', diz, revelando que ambos se aproximaram nos bastidores da Globo, quando participaram juntos de um quadro do programa ''Mais Você'', apresentado por Ana Maria Braga.

Danielle tenta não entender os sentimentos. Fala que prefere senti-los. Disse que viu em Gonçalves um olhar de ''cumplicidade e parceria''. ''Entre nós dois o silêncio não pesa. Temos a intimidade que é privilégio de quem ama'', define a atriz, que afirma ainda não ter marcado data para o casamento.

Mas crianças para levar as alianças não faltarão, já que, ambos têm filhos de outras relações. ''É uma grande família'', diz, gargalhando. Mesmo com tanto entrosamento, ela não quer se precipitar. ''A maturidade te traz isso, viver um dia de cada vez''.

Danielle Winits e Maria Eduarda de Carvalho em cena - Foto: Cristina Granato

Danielle Winits e Maria Eduarda de Carvalho em cena – Foto: Cristina Granato

Marília e Marilyn

Danielle Winits sabe que carrega o peso da responsabilidade de atuar na última direção de Marília Pêra, um dos maiores nomes do teatro, cinema e da TV. Lembra que conheceu a diva quando fizeram juntas a série ''A Vida Alheia'', escrita por Miguel Falabella.

''Quando o Fernando Duarte me ligou dizendo que estava escrevendo texto sobre Marilyn Monroe e gostaria de me convidar para viver a personagem, fiquei encantada. Em seguida, disse que Marília iria me dirigir e que tinha adorado a ideia'', recorda, emocionada, sobre o processo da peça.

Diz que Marília ''faz muita falta'' e que a ajudou a ''desconstruir o mito'' de Marilyn. Define sua diretora como ''uma operária da arte'' que via o ''teatro como território sagrado''.

''A notícia de sua morte foi um choque para nós da equipe'', recorda. ''Ela faleceu no dia da nossa estreia no Rio. Fizemos com ela e por ela''.

Última direção: "Depois do Amor" estreou no dia da morte de Marília Pêra - Foto: Divulgação

Última direção: ''Depois do Amor'' estreou no dia da morte de Marília Pêra – Foto: Divulgação

Saudade da amiga

''Marília deu vida para o espetáculo. Mesmo enfrentando o câncer, não abandonou a direção da peça e fez questão de acompanhar tudo de perto. Mesmo com a saúde debilitada, ela fez questão de montar o espetáculo até o final. Acho que isso faz toda a diferença'', afirma.

E Danielle segue em suas recordações, nostálgica da amiga: ''Chegamos a quase três meses de trabalho juntos, todos maravilhosos. E, independentemente de ela estar doente, ela teve um desempenho inesquecível. Considero que ela fez uma passagem nesse trabalho que é tanto dela quanto nosso. Para mim, ela é imortal. Com certeza ela está nos acompanhando agora de um lugar bem bonito'', conclui.

''Depois do Amor''
Quando: Sexta e sábado, 21h30, domingo, 19h. 60 min. Até 20/11/2016.
Onde: Teatro Itália – Av. Ipiranga, 344, metrô República, São Paulo, tel. 11 3255-1979
Quanto: R$ 60 (sexta e domingo) e R$ 70 (sábado)
Classificação etária: 12 anos

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Crítica: Sofia Viola é nome potente da nova música argentina
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Sofia Viola: nome potente da nova música argentina - Foto: Divulgação

Sofia Viola: nome potente da nova música argentina – Foto: Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

Nem o vento cortante sob 11 graus no topo do Edifício Martinelli, no centro histórico de São Paulo, foi capaz de esfriar o aconchego que a música da cantora argentina Sofia Viola criou nas alturas.

A artista se apresentou pela primeira vez no Brasil na noite desta terça (20), pelo projeto “Música nas Alturas”, do Mês da Cultura Independente 2016, realizado pela Prefeitura de São Paulo.

As poucas entradas, distribuídas gratuitamente, logo se esgotaram. Um pequeno grupo de fãs que chegou em cima da hora, maquiado tal qual Sofia em suas fotos de divulgação, tentou disputar alguma vaga sobressalente, mas sem sucesso.

A organização avisou que a regra permitia subir apenas 80 pessoas, mesmo que o espaço dava a impressão de comportar número maior. Foi de cortar o coração ver a cara dos fãs, no calçadão da avenida São João, desolados por não conseguirem entrar.

Cabe aqui uma pergunta: por que o show público de uma artista internacional que toca pela primeira vez no Brasil não foi feito em local que comportasse público maior, como o Parque Ibirapuera, por exemplo?

Mas, voltemos ao show. Quem teve a sorte de subir pôde desfrutar de Sofia em grande momento, fazendo com que sua música preenchesse tudo ao seu redor, rodeada de vista panorâmica da metrópole e de um céu paulistano atípico, com estrelas e nuvens.

Sofia Viola canta no topo do Edifício Martinelli, em São Paulo - Foto: Mundo Giras

Sofia Viola canta no topo do Edifício Martinelli, em São Paulo – Foto: Mundo Giras

Simpática, a cantora improvisou português para explicar suas canções ao público e fez um repertório (anotado em um papelzinho que tirava do bolso da blusa de frio) que variou por estilos desde os mais autóctones da América do Sul até canções jazzeadas que logo ganharam cumplicidade da plateia em estalar de dedos ou palmas, sugeridos pela artista.

Vinda da terra que deu ao mundo a grandeza de Mercedes Sosa, cujo diálogo com o Brasil foi possível graças a um interesse de intercâmbio em músicos como Milton Nascimento, Sofia prova que a música segue vibrante no continente. E é preciso ser redescoberta por nós. É a sensação que fica ao escutá-la.

Sofia canta deslumbrantemente bem, fazendo incríveis variações com sua voz, que traz a profundeza de sua ancestralidade e de todo um passado histórico latino-americano.

E ela ainda é capaz de criar com um instrumento e sua voz toda uma grande banda no cérebro de quem a escuta. Envolvente, leva o público a acompanhá-la.

E se lhe sobra poesia, não lhe falta olhar perspicaz para o mundo ao seu redor. Como na preciosidade “Pancho en Constitución”, que fala dos trabalhadores da periferia de Buenos Aires e da praça onde fica a estação que dá nome à canção, com seus “40 mil pasajeros disconformes que trabajan”.

Mesmo na dureza da vida, Sofia poetiza a resistência daqueles trabalhadores, seja comendo um “pancho” (cachorro-quente) acompanhado de “cervezita helada” ou “fumando marihuana”.

Quem tem interesse em conhecer boa música latino-americana precisa ouvir Sofia Viola, nome repleto de potência na nova musicalidade argentina.

Sofia Viola * * * * *
Avaliação: Ótimo

Sofia Viola em seu primeiro show no Brasil - Foto: Mundo Giras

Sofia Viola em seu primeiro show no Brasil – Foto: Mundo Giras

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Godspell quer combater bestialidade de políticos e religiosos, diz diretor
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Beto Sargentelli e Leonardo Miggiorin protagonizam "Godspell" - Foto: Divulgação

Beto Sargentelli e Leonardo Miggiorin protagonizam ''Godspell'' – Foto: Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

O diretor Dagoberto Feliz é um dos mais respeitados na cena teatral paulistana. Fundador do grupo Folias D’Arte, com sede no bairro Santa Cecília, e membro desde 2004 dos Doutores da Alegria, coube a ele comandar a nova versão para “Godspell, o Musical”, em cartaz no Teatro das Artes, em São Paulo.

A montagem é protagonizada Leonardo Miggiorin, na pele do próprio Cristo e fazendo embate com Beto Sargentelli, no papel de Judas, o antagonista desta versão pop para o Evangelho de São Mateus.

O Blog do Arcanjo do UOL provoca o diretor e pergunta qual é o recado nos tempos atuais do musical que estreou na Broadway em 1971, no auge do movimento hippie e da contracultura. “Não sei exatamente qual recado ‘Godspell’ traz para hoje”, responde de primeira, pensativo. Mas logo retoma o raciocínio.

“São conceitos de igualdade, amor, amizade, união. Enfim, conceitos que deveriam estar introjetados nos seres humanos, mas que por interpretações criminosas de religiosos/políticos/administradores, condutores são levados a níveis de bestialidade”.

Dagoberto Feliz, diretor de "Godspell" - Foto: Bob Sousa

Dagoberto Feliz, diretor de ''Godspell'' – Foto: Bob Sousa

Respeito às diferenças

Feliz diz que “é bom relembrar” por onde as parábolas de Cristo passeiam. E recorda a grandeza da mensagem do Messias, reforçando o que ela não é: “Não é pelo preconceito, não é pelo poder absoluto, não é pela enganação, não é pela vaidade, não é pela exclusão”.

O diretor aponta onde está o âmago da mensagem repetida em seu espetáculo e que confronta o Brasil cada vez mais intolerante com o outro: “É pela integração, pelo respeito às diferenças, pela inclusão do ‘esquisito’”, pondera.

E segue sua análise filosófico-cristã: “’Amai-vos uns aos outros como eu vos amei’ me parece bastante simples de entender. Não é ‘amai-vos uns aos outros, mas não aquele que é diferente de você’. O recado já está dado há muitos e muitos anos, mas tem sempre alguém que se coloca no lugar de ditar as regras”, conclui. Não à toa, o musical traz o subtítulo: ''Em Busca do Amor''.

“Godspell, o Musical  – Em Busca do Amor”
Quando: Quinta e sábado, 21h. Sexta, 17h e 21h, domingo, 20h. 120 min. Até 9/10/2016
Onde: Teatro das Artes do shopping Eldorado – av. Reboucas, 3970, CPTM Hebraica-Reboucas, São Paulo, tel. 11 3034-0075
Quanto: R$ 60 a R$ 100
Classificação etária: Livre


Mirada leva 65 mil pessoas ao teatro na Baixada Santista
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Cena do espanhol "4", que causou polêmica por ter animais no palco em Santos - Foto: Divulgação

Cena do espanhol ''4'': polêmica e multa por ter animais no palco em Santos – Foto: Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado
Enviado especial a Santos (SP)*

A quarta edição do Mirada – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos levou 65 mil pessoas ao teatro. O evento começou no último dia 8 e terminou neste domingo (18), com 43 espetáculos na programação, dos quais 28 foram produções internacionais, somando participação de 12 países.

O número de público foi informado ao Blog do Arcanjo do UOL pelo gerente do Sesc Santos, que sediou o evento, Luiz Ernesto Figueiredo, o Neto, em entrevista exclusiva. O dado é menor que os 70 mil de 2014 e os 100 mil de 2012, superando apenas a edição de 2010, que teve público de 50 mil espectadores.

Mesmo assim, Neto comemora o número de 2016, praticamente três vezes a capacidade do Estádio Urbano Caldeira, conhecido como Vila Belmiro, que abriga o Santos. ''O lançamento do festival um mês antes ajudou na grande procura por ingressos'', revela. ''Tivemos ingressos esgotados em 56 sessões em um universo de 94 apresentações'', conta. Foram 417 artistas participantes e 68 nomes ligados ao teatro convidados.

Veja fotos do Mirada

Esta edição foi marcada por uma grande polêmica por conta de quatro galos vivos na peça espanhola ''4'', dirigida pelo argentino Rodrigo García e que abriu o evento, dia em que ainda houve gritos de ''Fora, Temer'' na plateia. Na segunda sessão, no dia 9, defensores dos animais fizeram protesto na porta do Sesc Santos e chegaram a interromper a peça com gritos em prol dos bichos.

Os defensores chegaram a levantar a hipótese de que os galos estariam dopados. Como observou a reportagem durante a peça, os animais tinham um comportamento estranho para sua espécie, sobretudo diante de tantos estímulos sonoros e visuais.

O Sesc Santos foi multado em R$ 2.000 pela Prefeitura de Santos, parceira do evento, por conta do uso de animais em cena, o que é proibido na legislação santista.

''Já estamos recorrendo desta multa'', informa Neto, que afirma ter enfrentado a situação ''com muita tranquilidade''. ''Tínhamos todas as licenças e parecer da Secretaria de Estado do Meio Ambiente. Buscar um encenador como o Rodrigo García é também correr riscos, mas também é trazer o novo e o reflexivo'', afirma.

Luiz Ernesto Figueiredo: "Mirada teve público de 65 mil pessoas" - Foto: Bob Sousa

Luiz Ernesto Figueiredo: ''Mirada teve público de 65 mil pessoas'' – Foto: Bob Sousa

''A gente estranhou que se manifestaram muito por conta dos animais e não se manifestaram por conta das crianças'', diz o executivo. Na peça ''4'', além dos quatro galos, havia também em cena duas meninas, que eram vestidas e maquiadas como adultas, em uma crítica ao mundo do consumo, como divulgou o programa do espetáculo. Segundo Neto, a presença das garotas foi liberada pela Justiça e também contou com o aval dos responsáveis legais das meninas.

De todo modo, após a polêmica com os galos, o Mirada preferiu não utilizar animais em mais outras duas peças da programação que aconteceriam na sequência. A carioca ''Caranguejo Overdrive'', da Aquela Companhia, fez a apresentação sem o caranguejo previsto e ''Que Haré Yo con Esta Espada?'', da espanhola Angélica Liddell, não utilizou a cobra no palco de Santos.

Legado para a Baixada Santista

O gerente do Sesc Santos disse que por conta da crise o evento não conseguiu crescer como gostaria. ''Mas pelo menos a gente não diminuiu'', pondera, reforçando ter mantido a presença de peças na Baixada Santista.

O festival também contou com o programa ''Lixo: Menos É Mais'', do Sesc, para reaproveitamento dos materiais usados no evento, como cenários e peças de divulgação, como os cubos publicitários espalhados por Santos.

Equipe que trabalhou no Mirada no Sesc Santos - Foto: Bob Sousa

Equipe que trabalhou no Mirada posa no Sesc Santos – Foto: Bob Sousa

''Queremos investir nas pessoas, na educação, isso não vamos abandonar nunca, ainda que haja polêmicas. Vamos continuar falando com as pessoas que existem outras possibilidades, abrindo discussões reflexivas, tomando, é claro, todos os cuidados legais que sempre tomamos'', fala Neto.

''O legado do Mirada é esta proposta do contraditório, do diferente, do reflexivo. Santos e a Baixada Santista ganham maturidade com o Mirada, que ajuda na formação de público'', afirma Neto. ''A população tem acesso a espetáculos seja de um estilo mais agressivo ou de um estilo mais poético. Tem uma diversidade enorme'', conclui.

*O colunista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Sesc.

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Estrela de musicais, Amanda Acosta vive drama de diplomata executado
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Amanda Acosta contracena com Bruno Perillo no palco - Foto: Divulgação

Amanda Acosta com Bruno Perillo no palco: preparada para qualquer estilo teatral – Foto: Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

Dona de uma das mais bem sucedidas carreiras no mundo dos musicais, no qual foi consagrada em 2007 ao viver Eliza Doolittle em “My Fair Lady”, a atriz paulistana Amanda Acosta está no drama “As Duas Mortes de Roger Casement”, em cartaz no Teatro Aliança Francesa, em São Paulo, sob direção e dramaturgia de Domingos Nunez com a Cia. Ludens.

“Não vejo como um retorno para o drama, mas como um encontro com uma nova história. O que me move são as histórias e sou muito grata pelos encontros incríveis e enriquecedores que cada uma me proporciona”, diz ela ao Blog do Arcanjo do UOL.

Na obra sobre o diplomata britânico e nacionalista irlandês Roger Casement (1864-1916), ela dá vida a Alice Millingan (1865-1953), poeta e também nacionalista irlandesa.

“‘As Duas Mortes de Roger Casement’ veio como um canal para falar sobre questões que eu há algum tempo eu estava com muita necessidade de comunicar. Uma necessidade muito grande que o público conheça a vida e tenha a noção da importância e da grandiosidade deste homem, Roger Casement, e de Alice Milligan”, ela pontua.

Amanda Acosta, ao lado de Bruno Perillo: atriz versátil - Foto: Divulgação

Amanda Acosta, ao lado de Bruno Perillo: atriz versátil – Foto: Divulgação

Casement foi um dos primeiros diplomatas a lutar pelos direitos humanos em lugares subdesenvolvidos, como África e Amazônia, onde serviu como diplomata do Reino Unido. Ao lutar pela indepedência da Irlanda, foi preso, acusado de traição e executado. Sua biografia ainda desperta debates acalorado, sobretudo pelos diários nos quais ele descreveu relações homossexuais nos países onde serviu.

“Minha missão como artista é conseguir contar a história para o público da melhor forma possível. Fazer com que as pessoas saiam do teatro diferentes de como entraram, envolvidas com o que acabaram de vivenciar. Não importando o estilo”, reflete Amanda.

Versátil

Atriz versátil, Amanda já esteve em dramas como “As Mulheres da Minha Vida”, no qual fez par com Antonio Fagundes, e também em musicais como “Baby”, “Bilac Vê Estrelas” e o recente “4 Faces do Amor”. Na TV, recentemente viveu a personagem Letícia, na novela ''Chiquititas'', no SBT, e também apresentou o programa ''Inglês com Música'', na TV Cultura. Na infância, a artista foi cantora do grupo infantil Trem da Alegria.

Amanda diz que está preparada “para servir a personagem” da vez. “No caso do musical, temos que saber cantar e dançar, sim, mas para servir à história. Senão, acaba virando apenas exibicionismo”, fala.

“A peça 'As Duas Mortes de Roger Casement' é um teatro documentário. Não vou atrás de estilo e, sim, de histórias que me inspiram e que me elevam como ser humano, logo como artista”, conclui.

Leia reportagem sobre ''As Duas Mortes de Roger Casement''

“As Duas Mortes de Roger Casement”
Quando: Quinta a sábado, 20h30, domingo, 19h. 120 min (com intervalo de 15 min). Até 9/10/2016
Onde: Teatro Aliança Francesa – Rua General Jardim, 182, Vila Buarque, metrô República, São Paulo, tel. 11 3572-2379
Quanto: R$ 50 (inteira)
Classificação etária: 14 anos

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Veja como foi o quarto festival Mirada em Santos
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miguelarcanjo

"Zona", do O Coletivo, representou o teatro da Baixada Santista - Foto: Matheus Jose Maria

''Zona'', do O Coletivo, representou o teatro da Baixada Santista – Foto: Matheus Jose Maria

Por Miguel Arcanjo Prado
Enviado especial a Santos (SP)*

A quarta edição do Mirada – Festival Ibero-americano de Artes Cênicas de Santos chega ao fim neste domingo (18). Foram 11 dias de apresentações de 43 espetáculos da América Latina, Portugal e Espanha, este último país homenageado pelo evento. Realizado pelo Sesc São Paulo em parceria com a Prefeitura de Santos, o festival tem sede no Sesc Santos e reúne alguns dos principais nomes das artes cênicas na atualidade. Veja, na galeria a seguir, imagens que marcaram este Mirada.

Cena de "Viúvas", do gaúcho Ói Nóis Aqui Traveiz, na Fortaleza de Santo Amaro - Foto: Matheus José Maria

''Viúvas'', do gaúcho Ói Nóis Aqui Traveiz, faz sessão na Fortaleza de Santo Amaro – Foto: Matheus Jose Maria

Cena do espanhol "4", que causou polêmica por ter animais no palco - Foto: Divulgação

Cena do espanhol ''4'', que causou polêmica em Santos por ter animais no palco – Foto: Divulgação

"Trilogia Boliviana", da Bolívia, faz sessão no Sesc Santos - Foto: Matheus Jose Maria

''Trilogia Boliviana'', da Bolívia, faz sessão no Sesc Santos – Foto: Matheus Jose Maria

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''Andante'', da Espanha, foi apresentado em São Vicente, Santos e Cubatão – Foto: Matheus Jose Maria

"Fugit", da Espanha, ocupou centro histórico santista - Foto: Matheus Jose Maria

''Fugit'', da Espanha, ocupou centro histórico santista – Foto: Matheus Jose Maria

"Brickman Brando Bubble Boom", da Espanha, no Teatro Guarany - Foto: Matheus Jose Maria

''Brickman Brando Bubble Boom'', da Espanha, no Teatro Guarany – Foto: Matheus Jose Maria

Peruanos apresentaram "Cruzar la Calle" no Sesc Santos - Foto: Carol Vida

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Peça espanhola "Please Continue, Hamlet" em Santos - Foto: Matheus Jose Maria

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Performance brasileira "Não Alimente os Animais" - Foto: Matheus Jose Maria

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Mexicanos fizeram espetáculo-intelação "Psico Embutidos" - Foto: Matheus Jose Maria

Mexicanos fizeram espetáculo-intelação ''Psico Embutidos'' – Foto: Matheus Jose Maria

Colombianos apresentaram "Rebú" na Casa da Frontaria Azulejada - Foto: Matheus Jose Maria

Colombianos apresentaram ''Rebú'' na Casa da Frontaria Azulejada – Foto: Matheus Jose Maria

*O colunista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Sesc.

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