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Preconceito e julgamento não combinam com amor, propõe Depois Daquela Noite

Miguel Arcanjo Prado

10/08/2018 11h15

Renato Scarpin, Carol Hubner, Eduardo Martini e Théo Hoffman estão em Depois Daquela Noite, que tem sessões às sextas, 21h, no Teatro Viradalata, em SP – Foto: Jeronimo Gomes – Divulgação – Blog do Arcanjo – UOL

Quando o assunto é amor, o ator e diretor Eduardo Martini não gosta nem de ouvir as palavras julgamento e preconceito.

Ele escolhe uma metáfora para definir o nobre sentimento, foco do espetáculo "Depois Daquela Noite", que estreia nesta sexta (10), no Teatro Viradalata, em São Paulo, onde fica em cartaz até 28 de setembro, sempre às sextas, às 21h.

"Tem uma definição que gosto muito: se você vê a rosa, arranca ela do pé e leva para casa, isso é paixão; já quando você vê a rosa e deixa ela lá e cuida, para deixar que os outros também a admirem, isso é amor", explica em conversa exclusiva com o Blog do Arcanjo no UOL.

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O espetáculo com autoria de Carlos Fernando Barros apresenta quatro pessoas, cujas histórias se entrelaçam.

Presos em um hotel por conta de uma brusca mudança climática, os personagens interpretados por Eduardo Martini, Carol Hubner, Renato Scarpin e Theo Hoffmann precisam enfrentar seus conflitos, passando por temas como a fidelidade e, também, o fim do amor.

"Acho que o mais forte nesta obra é o fato de que sempre podemos mudar o rumo da nossa vida", fala o autor, antes de complementar: "Esta montagem vem no momento adequado, pois em um mundo dividido e individualista, mostra que é possível olharmos verdadeiramente para quem está ao nosso lado".

Eduardo Martini concorda que precisamos nos comunicar melhor.

"Existe um grande separatismo criado pelas pessoas que não sabem usar as redes sociais: os gays, os héteros, os brancos, os negros, os magros, os gordos", pondera.

Amor une as diferenças

Martini afirma que só o amor é capaz de unir diferenças, a partir do respeito mútuo.

"Amor independende de orientação sexual, do gênero, de tudo. Amor é amor. Se isso fosse mais praticado e falado não haveria tanto preconceito em função de orientação sexual ou de diferença de idade entre parceiros, por exemplo. O amor foi minimizado", diz o ator e diretor.

Para o artista, é preciso falar do amor, "tema que parece que não existe mais".

"Neste espetáculo quero tocar nas várias faces do amor, pois dentro de uma relação cada um parece ter sua razão. Mas, o que precisamos, mesmo, é sair da ideia de posse e descobrir de fato o que é amor", pontua.

"O que eu quero é despertar nas pessoas o julgamento. Se existe amor, não dá pra julgar", conclui Martini.

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"Depois Daquela Noite"
Quando: Sexta, 21h. 70 min. Até 28/9/2018
Onde: Teatro Viradalata (r. Apinajés, 1387, Sumaré, São Paulo, tel. 3868-2535)
Quanto: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia)
Classificação etária: 16 anos

Carol Hubner, Renato Scarpin, Eduardo Martini e Théo Hoffmann estão na peça Depois Daquela Noite: quarteto apresenta situações que o amor provoca – Foto: Jeronimo Gomes – Divulgação – Blog do Arcanjo – UOL

Sobre o autor

Miguel Arcanjo Prado é jornalista formado pela UFMG, pós-graduado na USP e mestrando em Artes na UNESP. É vice-presidente da APCA. Mineiro de Belo Horizonte, vive em São Paulo desde 2007. Passou por TV UFMG, O Pasquim 21, TV Globo, Curso Abril de Jornalismo, Contigo!, Folha de S.Paulo, Agora, R7, Record e Record News.

Sobre o blog

O Blog do Arcanjo conta de um jeito leve e inteligente o que rola nos palcos e nos bastidores do mundo do Entretenimento.