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Musical Reza mostra duro cotidiano de mulheres negras na periferia do Rio

Miguel Arcanjo Prado

2031-01-20T19:07:07

31/01/2019 07h07

Espetáculo musical, "Reza" conta o duro cotiano de três mulheres negras na periferia do Rio: peça estreia dia 31 no Sesc Copacabana – Foto: Claudia Ferreira e Adriana Medeiros – Divulgação – Blog do Arcanjo – UOL

A história de três mulheres negras moradoras da periferia carioca que lutam para sobreviver e criar seus filhos é tema do espetáculo musical "Reza", que estreia nesta quinta (31), no Rio, no Sesc Copacabana, onde segue em cartaz até 24 de fevereiro, de quinta a domingo, às 19h, com ingresso a partir de R$ 15.

Trata-se de uma livre adaptação da diretora Carmen Luz do conto "Reza de Mãe", do escritor paulistano Allan da Rosa.

O elenco é formado Orquestra de Pretos Novos, que conta com os atores Wal Azzolini (Pérola), Andre Muato (Peão/Cão), Edmundo Vitor (Lavanda), Lorena Lima (Lavanda), Luiza Loroza (PérolaFunk), Leonardo Paixão (Dona PérolaIrina) e Samara Costa (Lavanda). A obra ainda traz os músicos Vinicius Santos (violão, guitarra, bandolim e violino), Júlio Florindo (contrabaixo elétrico e acústico) e Thiago Kobe (bateria, percussão e vibrafone), sob direção musical de Andre Muato, também autor das composições originais.

"Reza é um tributo aos nossos antepassados africanos bantos, os pretos novos: nomenclatura genérica dada aos homens e as mulheres que recém-chegados à força para a escravidão em nossa cidade maravilhosa, sucumbiam. Sem rituais, seus corpos eram alvo do bruto descarte e apodreciam a céu aberto. Reza assume que essa tragédia se prolonga nos corpos das pessoas negras periféricas, objetos de permanente descarte político-social, sujeitos de profundos traumas e conflitos existenciais", fala a diretora.

"É para eles, os nossos antepassados, e para nós, negras e negros periféricos globais de agora, a realização do nosso Reza; mas é, também, para todos os que creem que as imagens, a fala e a escuta concentram poderes capazes de provocar transformações e, portanto, curas", conclui Carmen Luz.

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Sobre o autor

Miguel Arcanjo Prado é jornalista, mestre em Artes pela UNESP, pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura pela USP e bacharel em Comunicação Social pela UFMG. É crítico da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes), da qual foi vice-presidente. Mineiro de Belo Horizonte, vive em São Paulo desde 2007. Passou por O Pasquim 21, TV UFMG, Rádio UFMG Educativa, TV Globo Minas, Curso Abril de Jornalismo, Superinteressante, Contigo!, Folha de S.Paulo, Agora, Uma, R7, Record, Record News, Rede TV!, Claudia, Band, Gazeta e Rede Brasil. É jurado dos prêmios APCA, do Humor, Bibi Ferreira, Sesc Melhores Filmes, Risadaria e Aplauso Brasil. Foi eleito duas vezes um dos dez melhores jornalistas do Brasil na categoria Cultura em Mídia Eletrônica pelo Prêmio Comunique-se.

Sobre o blog

O Blog do Arcanjo mostra o que acontece e quem é destaque nos palcos, telas, salas e bastidores do Entretenimento e da Cultura de um jeito leve e inteligente.